Condições climáticas favorecem ferrugem do trigo (30/06/2005)
Em avaliação a ensaios e lavouras de trigo na região norte do Paraná, os pesquisadores Sérgio Dotto e Dionísio Brunetta, da Embrapa Soja, observaram forte incidência da ferrugem da folha. Esta incidência está ocorrendo tanto em lavouras semeadas em abril como nas semeadas mais tarde, em maio, que estão na fase final de perfilhamento ou início da elongação (desenvolvimento do colmo). Em função das condições climáticas favoráveis à incidência dessa doença, alerta-se para a necessidade do monitoramento das lavouras, com o objetivo de avaliar o nível de incidência e a realização de um controle eficaz desta doença, no momento adequado, isto é, na fase inicial da infecção, principalmente em cultivares suscetíveis. As orientações sobre controle de doenças estão disponíveis na página da Embrapa Soja na internet:
http://www.cnpso.embrapa.br/download/publicacao/trigo2005.pdf
Veja o relato de cooperativas sobre o desempenho
da cultura em diferentes regiões do Estado
Na região Oeste do Paraná, agrônomos de cooperativas também confirmam a incidência de doenças. Na região de Cafelândia, Corbélia, Nova Aurora, os agricultores precisaram fazer o controle de oídio, principalmente nas cultivares suscetíveis, em praticamente toda a área plantada, informa Milton Dalbosco, da Copacol. Segundo ele, nos últimos dez dias, a ferrugem do trigo também vem se intensificando, afetando inclusive cultivares que são moderamente resistentes.
A baixa disponibilidade hídrica logo após o plantio (final de maio, início de junho) na região noroeste do Paraná fez com que ocorresse desuniformidade em algumas lavouras atendidas pela Coamo. Segundo o agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, além da ocorrência do oídio e da ferrugem, o que tem chamado a atenção é a presença da lagarta do cartucho do milho (spodoptera). Já há alguns anos, a praga tem afetado a cultura do trigo em função da redução da área de milho.
Na região de Umuarama, o acompanhamento da C.Vale mostra que a cultura está se desenvolvendo bem. O oídio esteve bastante presente e a ferrugem começa a se destacar, principalmente nas cultivares mais sensíveis. Para Enoir Pellizzaro, agrônomo da cooperativa, a ocorrência de pragas é um dos fatores que vem se agravando nos últimos anos. As principais pragas que afetam a região são: percevejo, lagarta elasmo, lagarta rosca e mais recentemente e a lagarta do milho.
No Norte do Paraná, a combinação de temperatura elevada com deficiência hídrica logo após o plantio levaram a Cooperativa Integrada a estimar perdas de produtividade entre 10% e 15%. Segundo Irineu Batista, com as chuvas dos últimos dias, as lavouras estão se recuperando e também há presença do oídio e da ferrugem nas cultivares mais sensíveis.