O trigo é um componente básico da alimentação humana. Sua farinha é largamente utilizada na confecção de pães, massas e biscoitos. A qualidade do grão produzido é que determina a sua utilização pela indústria. A substância que está por trás dessa classificação é o glúten. É ele que determina o volume e a consistência da massa, ou tecnicamente, a "elasticidade" da farinha de trigo.
Para a confecção de bolachas, pizzas e biscoitos, o trigo deve ter pouca capacidade de expansão, também chamada de baixa força de glúten. Nestes casos, o teor de glúten fica entre 25% e 30%. Já o pão de forma e o pão francês precisam de uma alta força de glúten, pois a massa precisa crescer bastante. Essa categoria responde pela maior parte do mercado de farinha de trigo. O macarrão é uma massa que não pode expandir, mas que precisa ter tenacidade para ficar "al dente". Nesse caso, sua força de glúten é baixa, mas a farinha precisa ser muito tenaz.
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Norte e Oeste do Paraná, em função do clima, produz trigo de alta força de glúten, chamado de "trigo pão" e de "trigo melhorador", enquanto o Sul (uma região mais fria), cultiva o trigo de baixa força de glúten, usado para produção de bolachas e pizzas, chamado de "trigo brando". Do total produzido, cerca de 600 mil toneladas de trigo são consumidas internamente no Estado e o restante, aproximadamente, 2 milhões de toneladas são vendidas para indústrias moageiras de São Paulo e Rio de Janeiro.