Embrapa Soja
Sistema de Produção, No 1.
Tecnologias de Produção de Soja
Paraná 2004

Autor(es)

Cultivo da Soja

A Soja no Brasil
Exigências Climáticas
Rotação de Culturas
Manejo do Solo
Correção e Manutenção da Fertilidade do Solo
Cultivares
Tecnologia de Semente e Colheita
Inoculação das Sementes com Bradyrhizobium
Instalação da Lavoura
Controle das Plantas Daninhas
Manejo de Insetos-Pragas
Doença e Medidas de Controle
Retenção Foliar e Haste Verde
Literatura Consultada

Correção e Manutenção da Fertilidade do Solo


4.1 Amostragem e análise do solo

Em áreas que não necessitam de calagem, a amostragem para fins de indicação de fertilizantes poderá ser feita logo após a maturação fisiológica da cultura anterior àquela que será instalada. Caso haja necessidade de calagem, a retirada da amostra tem que ser feita de modo a possibilitar que o calcário esteja incorporado pelo menos três meses antes da semeadura.

Na retirada de amostra do solo, com vistas à caracterização da fertilidade, o interesse é pela camada arável do solo que, normalmente, é a mais intensamente alterada, seja por arações e gradagens, seja pela adição de corretivos, fertilizantes e restos culturais. A amostragem deverá, portanto, contemplar essa camada, ou seja, os primeiros 20 cm de profundidade.

No sistema de semeadura direta, indica-se que, sempre que possível, a amostragem seja realizada em duas profundidades (0-10 e 10-20 cm), com o objetivo principal de se avaliar a disponibilidade de cálcio e a variação da acidez entre as duas profundidades.

As indicações de adubação devem ser orientadas pelos teores dos nutrientes determinados na análise de solo. Na Tabela 4.1 são apresentados os parâmetros para a interpretação da análise de solo
.

4.2 Acidez do solo

Os nutrientes têm sua disponibilidade determinada por vários fatores, entre eles o valor do pH, medida da concentração (atividade) de íons hidrogênio na solução do solo.

A Fig. 4.1 ilustra a tendência da disponibilidade dos diversos elementos químicos às plantas em função do pH do solo. A disponibilidade varia como conseqüência do aumento da solubilidade dos diversos compostos na solução do solo.

4.3 Calagem

A determinação da quantidade de calcário a ser aplicada em uma área é obtida através do método da elevação do valor da saturação em bases, que se fundamenta na correlação positiva existente entre os valores de pH e a porcentagem de saturação em bases.

Segundo este método, na cultura de soja, deve se realizar a calagem aplicando-se a quantidade necessária para elevar a saturação de bases a 70%. Sugere-se o valor menor ou igual a 60% de saturação por bases para decisão da necessidade de calagem, aplicando-se a quantidade necessária para elevar a saturação por bases a 70%.

Esta quantidade é indicada para incorporação com arado até, no mínimo, 20 cm de profundidade e é calculada através da seguinte expressão:

em que:
V1 = valor da saturação das bases trocáveis do solo, em porcentagem, antes da correção. (V1 = 100 S/T) sendo:
S = Ca2+ + Mg2+ + K+ (cmolc dm-3);
V2 = Valor da saturação de bases trocáveis que se deseja;
T = capacidade de troca de cátions, T = S + (H+Al3+)(cmolc dm-3
);
f = fator de correção do PRNT do calcário f = 100/PRNT.

Quando o potássio é expresso em mg dm-3,na análise do solo, há necessidade de transformar para cmolc dm-3 pela fórmula:

cmolc dm-3 de K = (0,0026) mg dm-3 de K


4.4 Calagem no sistema de plantio direto

Preferencialmente, antes de iniciar o sistema plantio direto em áreas sob cultivo convencional, indica-se corrigir integralmente a acidez de solo, sendo esta etapa fundamental para a adequação do solo a esse sistema. O corretivo, numa quantidade para atingir a saturação de bases em 70%, deve ser incorporado, uniformemente, na camada arável do solo, ou seja, até 20 cm de profundidade.
Após a implementação do plantio direto, os processos de acidificação do solo irão ocorrer e será necessário depois de algum tempo a correção da acidez. Para a identificação da necessidade de calagem, o solo sob plantio direto, já implantado de maneira correta, deve ser amostrado na profundidade de 0 a 20 cm, podendo-se aplicar até 1/3 da quantidade necessária para atingir a saturação de bases em 70%, a lanço na superfície do solo, pelo menos 6 meses antes do plantio. Para solos sob plantio direto que já receberam calcário na superfície, a amostragem do solo deve ser realizada de 0 a 10 e 10 a 20 cm de profundidade. Portanto, em solos que já receberam calcário em superfície, sugere-se que para o cálculo da recalagem sejam utilizados os valores médios das duas profundidades, aplicando-se até 1/3 da calagem indicada.

4.5 Qualidade e uso do calcário

Para que a calagem atinja os objetivos de neutralização do alumínio trocável e/ou de elevação dos teores de cálcio e magnésio, algumas condições básicas devem ser observadas:

- o calcário deverá passar 100% em peneira com malha de 0,3 mm;

- o calcário deverá apresentar teores de CaO + MgO > 38%, dando preferência ao uso de calcário dolomítico (>12,0% MgO) ou magnesianos (entre 5,1% e 12,0% MgO), em solos com larga relação Ca/Mg (>3/1);

- na escolha do corretivo, em solos que contenham menos de 0,8 cmolc dm-3 de Mg, deve ser dada preferência para materiais que contenham o magnésio (calcário dolomítico e ou magnesiano) a fim de evitar que ocorra um desequilíbrio entre os nutrientes. Como os calcários dolomíticos encontrados no mercado contém teores de magnésio elevados, deve-se acompanhar a evolução dos teores de Ca e Mg no solo e, caso haja desequilíbrio, pode-se aplicar calcário calcítico (<5,0% MgO) para aumentar a relação Ca/Mg;

- a má distribuição e/ou a incorporação muito rasa do calcário, pode causar ou agravar a deficiência de manganês, resultando em queda de produtividade.

4.6 Correção de acidez subsuperficial

Os solos do Brasil apresentam problemas de acidez subsuperficial, uma vez que a incorporação profunda (>20cm) do calcário nem sempre é possível, ao nível de lavoura. Assim, camadas mais profundas do solo (abaixo de 35cm ou 40cm) podem continuar com excesso de alumínio tóxico, mesmo quando tenha sido efetuada uma calagem considerada adequada. Esse problema, aliado à baixa capacidade de retenção de água desses solos, limitam a produtividade, principalmente nas regiões onde é mais freqüente a ocorrência de veranicos.

Com a aplicação de gesso agrícola, diminui, em menor tempo, a saturação de alumínio nessas camadas mais profundas. Desse modo, criam se condições para o sistema radicular das plantas se aprofundar no solo, e, conseqüentemente, minimizar o efeito de veranicos. Deve ficar claro, porém, que o gesso não neutraliza a acidez do solo.

O gesso deve ser utilizado em áreas onde a análise de solo, na profundidade de 30 cm a 50 cm, indicar a saturação de alumínio maior que 20% e/ou quando a saturação do cálcio for menor que 60% (cálculo feito com base na capacidade de troca efetiva de cátions). A dose de gesso agrícola (15% de S) a aplicar é de 700, 1200, 2200 e 3200 kg ha-1 para solos de textura arenosa, média, argilosa e muito argilosa, respectivamente. O efeito residual destas dosagens, é de no mínimo cinco anos.

Caso o gesso seja aplicado apenas como fonte de enxofre, a dosagem deve ser ao redor de 350 kg ha-1 por cultivo.

4.7 Exigências minerais e adubação para a cultura da soja
4.7.1 Exigências minerais

A absorção de nutrientes por uma determinada espécie vegetal é influenciada por diversos fatores, entre eles as condições climáticas como chuvas e temperaturas, as diferenças genéticas entre cultivares de uma mesma espécie, o teor de nutrientes no solo e dos diversos tratos culturais. Na tabela 4.2, são apresentadas as quantidades médias de nutrientes, contidos em 1.000 kg de restos culturais de soja e em 1.000 kg de grãos de soja.

4.7.2 Diagnose foliar

Além da análise do solo, para indicação de adubação, existe a possibilidade complementar da diagnose foliar, principalmente para micronu-trientes pois os níveis críticos destes no solo, apresentados na seção 4.8.4, são ainda preliminares. Assim, a diagnose foliar apresenta-se como uma ferramenta complementar na interpretação dos dados de análise de solo, para fins de indicação de adubos, principalmente para a próxima safra.

Basicamente, a diagnose foliar consiste em analisar, quimicamente, as folhas e interpretar os resultados conforme a Tabela 4.3. Os trifólios a serem coletados, sem o pecíolo, são o terceiro e/ou o quarto, a partir do ápice de, no mínimo, 40 plantas no talhão, no início da floração. Quando necessário, para evitar a contaminação com poeira de solo nas folhas, sugere-se que estas sejam mergulhadas em uma bacia plástica com água, simplesmente para a remoção de resíduos de poeira e em seguida colocadas para secar à sombra e após embaladas em sacos de papel (não usar plástico).


4.8 Adubação
4.8.1 Nitrogênio

A soja obtém a maior parte do nitrogênio que necessita através da fixação simbiótica que ocorre com bactérias do gênero Bradyrhizobium.

Os procedimentos corretos para a inoculação encontram-se no capítulo 7.


4.8.2 Fósforo e potássio


As doses de fósforo e potássio são aplicadas de maneira variável, conforme as classes de teores no solo (Tabela 4.4).

Os resultados de pesquisa com relação às fontes de fósforo indicam que a dose de adubos fosfatados total (superfosfato triplo e superfosfato simples) ou parcialmente solúveis (fosfatos parcialmente acidulados) deve ser calculada levando em consideração o teor de P2O5 solúvel em água + citrato neutro de amônio.

Cada tonelada de grãos de soja produzida retira do solo 20 kg de K2O por hectare; assim, para uma produtividade média de 3000 kg ha-1, devem ser aplicados, pelo menos, 60 kg ha-1 de K2O.

A adubação com potássio, nesses solos, pode ser toda a lanço antes da semeadura ou mesmo no sulco durante esta operação, quando em doses inferiores a 80 kg de K2O por hectare, por causa do efeito salino que doses maiores de KCl podem causar às sementes.

4.8.3 Adubação com enxofre

A absorção desse nutriente, pela planta de soja, é de 10 kg para cada 1000 kg de grãos produzidos, quantidade esta que deve ser adicionada anualmente como manutenção, ou seja, 30 kg quando se espera uma produtividade de 3000 kg ha-1 de grãos.

Para determinar a necessidade correta de S, deve-se fazer a análise do solo e/ou de folhas, cujos níveis críticos, no solo, são de 10 mg dm-3 e de 35 mg dm-3 para solos argilosos e, de 3 mg dm-3 e de 9 mg dm-3 para solos arenosos, respectivamente às profundidades de 0 a 20 cm e 20 a 40 cm (Sfredo, Klepker, Ortiz e Oliveira Neto, 2003), e a faixa de suficiência, nas folhas, é de 2,1 a 4,0 g kg-1 (Tabela 4.3, item 4.7.2). Com a análise do solo efetuada, utilizar a Tabela 4.5.
Como o S encontra-se com maiores concentrações de 20 a 40 cm, a análise do solo deve ser feita a duas profundidades, de 0 a 20 cm e de 20 a 40 cm. Por isso, a Tabela 4.5 apresenta níveis a essas profundidades.

A análise de folhas deve ser feita, caso haja dúvidas com a análise do solo.
No mercado, encontram-se algumas fontes de enxofre (S), que são: gesso agrícola (15% de S), superfosfato simples (12% de S) e “flor de enxofre” ou enxofre elementar (98 % de S). Além disso, há várias fórmulas no mercado, em princípio fórmulas com N-P-K, que contêm S.


4.8.4 Adubação com micronutrientes


Como sugestão para interpretação de micronutrientes em análises de solo, com os extratores Mehlich I e DTPA e, Boro (B) pela Água quente, respectivamente, são apresentados os teores limites para as faixas, baixo, médio e alto (Tabela 4.6).

A indicação da aplicação de doses de micronutrientes no solo está contida na Tabela 4.7.

Esses elementos, de fontes solúveis ou insolúveis em água, são aplicados a lanço, desde que o produto satisfaça a dose indicada. O efeito residual dessa indicação atinge, pelo menos, um período de cinco anos. Para reaplicação de qualquer um destes micronutrientes, indica-se a análise foliar como instrumento indicador. A análise de folhas, para diagnosticar possíveis deficiências ou toxidez de micronutrientes em soja, constitui-se em argumento efetivo para correção via adubação de algum desequilíbrio nutricional (Tabela 4.3). Porém, as correções só se viabilizam na próxima safra, considerando-se que, para as análises, a amostragem de folhas é indicada no período da floração, a partir do qual não é mais possível realizar qualquer correção de ordem nutricional.

A aplicação de micronutrientes no sulco de plantio tem sido bastante utilizada pelos produtores. Nesse caso aplica-se 1/3 da indicação a lanço por um período de três anos suscessivos.

No caso do Mo e do Co, indica-se a aplicação via sementes com as doses de 12 a 30 g ha-1 de Mo e 2 a 3 g ha-1 de Co, conforme especificação no rótulo dos produtos comerciais, devendo estes produtos apresentar alta solubilidade.


4.8.5 Adubação foliar com macro e micronutrientes

No caso da deficiência de manganês, constatada através de exame visual, indica-se a aplicação de 350 g ha-1 de Mn (1,5 kg de MnSO4) diluído em 200 litros de água com 0,5% de uréia.

A aplicação de Co e Mo nas sementes poderá reduzir a sobrevivência do Bradyrhizobium e, conseqüentemente, a nodulação e a fixação biológica de nitrogênio. Nesse caso, a aplicação de Co e Mo, nas mesmas doses recomendadas via sementes, poderá ser efetuada, em pulverização foliar entre os estádios V3 e V5. Para maiores informações consulte o capítulo 7.
Essa prática não é indicada a outros macro ou micronutrientes para a cultura da soja.


4.9 Sugestões para adubação no arenito de Caiuá

Não existem informações para a adubação da cultura da soja no arenito, por não ter sido, esta região, considerada apta para o cultivo de culturas anuais. Não se indica o cultivo de culturas anuais em solos com menos de 15% de argila, pois esses solos arenosos de textura leve são extremamente suscetíveis à erosão quando expostos à ação das chuvas, quando do preparo para a semeadura das culturas de grãos.

Quando há boa distribuição de chuvas durante o ano inteiro, esses solos devem ser cultivados com culturas de cobertura e proteção para obter grande quantidade de biomassa, cobrindo o solo e fazendo semeadura direta das culturas de grãos, tanto no verão quanto no inverno.

Também não existem indicações de adubação para a soja nesses solos. Assim, foi feita uma extrapolação das indicações de adubação para a cultura da soja em areias quartzosas do Brasil Central, como sugestão e indicação para a região do arenito.

4.9.1 Indicação para a correção da acidez do solo e estimativa da quantidade de calcário a aplicar

Nos solos de arenito com menos de 20% de argila, ao fazer o cálculo de correção da acidez pelo método de saturação de bases (V%), não deve ser ultrapassado o valor de 50% como valor adequado para a saturação de bases.


Onde:
V1 = [valor da porcentagem de saturação de bases da CTC (capacidade de troca de cátions) em porcentagem antes da correção] = 100 S/T, sendo:

S = Ca2+ + Mg2+ + K+ (cmolc dm-3)

T = (capacidade de troca de cátions) = S + (H + Al3+)(cmolc dm-3)

V2 = (valor da saturação de bases trocáveis que se deseja atingir ao fazer a calagem; este valor é que deve ser de 50% na indicação para o arenito) = 50

f = (fator de correção do PRNT do calcário) = 100/PRNT

Quando esses solos de arenito, com teor de argila menor que 20%, também apresentam baixo alumínio trocável na camada arável e mesmo no horizonte B, a quantidade de calcário sugerida para ser utilizada também pode ser dada pelo maior valor encontrado pelo cálculo de uma destas duas fórmulas:

NC (t ha-1) = (2 x Al3+) x f
ou
NC (t ha-1) = [2 - (Ca2+ + Mg2+)] x f

Cálcio, magnésio e alumínio trocáveis em cmolc dm-3

Deve ser ressaltado, mais uma vez, que os solos arenosos têm uso agrícola limitado, devido ao fato de apresentarem baixa capacidade de troca de cátions, baixa capacidade de retenção de água e grande susceptibilidade à erosão.

A melhor época de aplicação do calcário é no mês de abril ou antes, se a cultura de verão já tenha sido colhida: aplicar metade com incorporação profunda com arado de aiveca ou de disco, e aplicar a outra metade incorporando com grade pesada e após grade niveladora. Semear cultura de cobertura que pode ser aveia preta ou outra melhor adaptada à região, de preferência com crescimento rápido e que feche logo sobre o solo, para protege-lo na época das chuvas. Na safra de verão, iniciar a semeadura direta.

4.9.2 Interpretação de teores de fósforo no solo e sugestões para a adubação

A interpretação dos teores e as sugestões para adubação com fósforo pode ser efetuada através das Tabelas 4.8 e 4.9.

Manutenção de fósforo: na semeadura da soja, aplicar 20 kg.ha-1 de P2O5 para cada 1.000kg de grãos que se espera produzir na área, quando foi feita a adubação de correção.

4.9.3 Interpretação de teores de potássio no solo e sugestões para adubação

A interpretação dos teores e as sugestões para adubação com potássio pode ser efetuada através da Tabela 4.10.

Manutenção de potássio: na semeadura da soja, aplicar 20kg de K2O para cada 1.000 kg de grãos que se espera produzir. No caso do arenito fazer a adubação de 1/3 da quantidade total indicada na semeadura e 2/3 em cobertura, 20 a 30 dias após a semeadura.

4.9.4 Adubação com enxofre

Consultar item 4.8.3.

4.10 Adubação fosfatada e potássica para a sucessão soja-trigo em sistema de semeadura direta em solo Latossolo Roxo

A prática de semeadura direta confere ao solo um acúmulo de nutrientes, principalmente o fósforo, devido a baixa mobilização. Esse fator, aliado a informações quanto aos níveis críticos de fósforo e potássio no solo para a soja e trigo, oferecem um conjunto de informações muito importantes para a definição de quantidades e periodicidade de fertilizantes a serem usados nesse sistema. Resultados de vários trabalhos realizados em solos do Estado do Paraná permitem as seguintes indicações, nas situações em que o cultivo de inveno (trigo, aveia ou cevada) seja devidamente adubada.

a) A concentração de P no solo para o sistema de sucessão soja-trigo/aveia/cevada, deverá ser mantido como no mínimo 9,0 mg.dm-3 em função da exigência da cultura do trigo.

b) A concentração de K no solo para o sistema de sucessão soja-trigo/aveia/cevada deverá ser mantida com no mínimo 0,30 cmolc dm-3 em função da exigência da cultura do trigo.

c) As adubações com P e K podem ser dispensadas para o cultivo da soja, quando a concentração destes elementos no solo estiverem acima dos níveis críticos estabelecidos para a soja de 6,0 mg dm-3 de P e 0,10 cmolc dm-3 de K.

d) Indica-se a análise periódica do solo, de dois em dois anos, para a devida interpretação e tomada de decisões quanto à quantidade e à periodicidade das adubações.

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