No Brasil,
dois sistemas de produção de sementes operam integrados
nos diversos estados, o de certificação e o de fiscalização,
que ofertam sementes certificadas e fiscalizadas, respectivamente. Nessas
duas classes de sementes, a qualidade é garantida através
de padrões mínimos de germinação, purezas
física e varietal e sanidade, exigidos por normas de produção
e comercialização estabelecidas e controladas pelo governo.
6.1. Qualidade da semente
Na compra de sementes, indica-se que o agricultor conheça
a qualidade do produto que está adquirindo. Para isso, existem
laboratórios oficiais e particulares de análise de sementes
que podem prestar esse tipo de serviço, informando a germinação,
as purezas física e varietal e a qualidade sanitária da
semente. Essa última informação é extremamente
importante para a decisão do tratamento da semente com fungicida.
Outra maneira
de conhecer a qualidade do produto que se está adquirindo é
consultando o Atestado de Garantia de Semente, fornecido pelo vendedor.
Esse atestado transcreve as informações dos laudos oficiais
de análise de semente que têm validade até cinco
meses após a data de análise. Ao consultar o Atestado
de Garantia de Semente, o agricultor deve prestar atenção
às colunas de germinação (%), pureza física
(%), pureza varietal (outras cultivares e outras espécies, sementes
silvestres, sementes nocivas toleradas), mancha-café (%) e validade
da germinação. Esses valores devem estar de acordo com
os padrões mínimos de qualidade de semente estabelecidos
para cada estado. O padrão de semente de soja fiscalizada, nos
diversos estados brasileiros, é mostrado na Tabela
6.1.
Além
do Atestado de Garantia de Semente, diversos produtores dispõem
de resultados de análise complementar, e os resultados podem
também ser solicitados para facilitar a escolha dos lotes de
sementes a serem adquiridos, como por exemplo, o teste de emergência
em campo, em condições ideais de umidade e de temperatura
de solo. Tais resultados são de grande valia, visando à
aquisição de sementes que comprovadamente apresentam boa
qualidade.
6.2. Armazenamento das sementes
Após a aquisição, as sementes são
armazenadas na propriedade, até a época de semeadura.
As sementes, como ser biológico, devem receber todos os cuidados
necessários para se manterem vivas e apresentarem boa germinação
e emergência no campo. Assim sendo, devem ser tomados cuidados
especiais no seu armazenamento, tais como:
* armazenar
as sementes em galpão bem ventilado, sobre estrados de madeira;
* não empilhar as sacas de sementes contra as paredes do galpão;
* não armazenar sementes juntamente com adubo, calcário
ou agroquímicos;
* o ambiente de armazenagem deve estar livre de fungos e roedores; e
* dentro do armazém a temperatura não deve ultrapassar
25ºC e a umidade relativa não deve ultrapassar 70%.
Caso essas
condições não sejam possíveis na propriedade,
indica-se que o agricultor somente retire a semente do armazém
do seu fornecedor o mais próximo possível da época
de semeadura.
6.3. Padronização da nomenclatura
do tamanho das sementes, após classificação por
tamanho
Tal nomenclatura deverá ter padrão nacional,
conforme proposta formulada pela CESSOJA/PR e APASEM, a qual constará
na sacaria e na nota fiscal de venda:
* Pzero
- semente não classificada por tamanho;
* P 4,5 - P 4,75 - P 5,0 - P 5,25 - P 5,5 - P 5,75 - P 6,0 - P 6,25
- P 6,5 - P 6,75 - P 7,0. Será observado um intervalo máximo
de 1,0 mm entre tais classes; por exemplo: P 5,5 significa que as sementes
possuem diâmetro entre 5,5 e 6,5mm, ou seja, tal classificação
foi realizada com peneira com orifícios redondos, com as sementes
passando pela peneira 6,5 e ficando retidas sobre a peneira 5,5.
6.4. Tratamento de sementes com fungicidas
O tratamento das sementes com fungicidas oferece garantia
de melhor estabelecimento da população de plantas por
controlar patógenos importantes transmitidos pelas sementes,
diminuindo a chance de sua introdução em áreas
indenes. As condições desfavoráveis à germinação
e emergência da soja, especialmente a deficiência hídrica,
tornam mais lento esse processo, expondo as sementes por mais tempo
a fungos do solo, como Rhizoctonia solani, Pythium spp., Fusarium spp.
e Aspergillus spp. (A. flavus), entre outros, que podem causar a sua
deterioração ou a morte da plântula.
Os principais
patógenos transmitidos pela semente de soja são: Cercospora
kikuchii, Cercospora sojina, Fusarium semitectum, Phomopsis spp. anamorfo
de Diaporthe spp. e Colletotrichum truncatum. O melhor controle dos
quatro primeiros patógenos citados é propiciado pelos
fungicidas do grupo dos benzimidazóis. Dentre os produtos avaliados
e indicados para o tratamento de sementes de soja, carbendazin, tiofanato
metílico e thiabendazole são os mais eficientes no controle
de Phomopsis spp., podendo assim ser considerados opção
para o controle do agente do cancro da haste, em sementes, pois Phomopsis
é a forma imperfeita de Diaporthe. Os fungicidas de contato tradicionalmente
conhecidos (captan, thiram e tolylfluanid), que têm bom desempenho
no campo quanto à emergência, não controlam, totalmente,
Phomopsis spp. e Fusarium semitectum nas sementes que apresentam índices
elevados desses patógenos (>40%).
Os fungicidas
de contato e sistêmicos, indicados para o tratamento de sementes
de soja são apresentados na Tabela
6.2.
A maioria
das combinações de fungicidas quando aplicadas juntamente
com Bradyrhizobium reduzem a sobrevivência das bactérias
nas sementes, a nodulação e a eficiência de fixação
biológica do nitrogênio. Cuidados especiais devem ser observados
ao se efetuar junto essas duas práticas. Informações
adicionais podem ser obtidas no Capítulo
7, itens 7.3, 7.4 e 7.5.
6.4.1. Como realizar o tratamento
A função dos fungicidas de contato é proteger a
semente contra fungos do solo e o dos fungicidas sistêmicos é
controlar fitopatógenos presentes nas sementes. Assim, é
importante que os fungicidas estejam em contato direto com a semente.
O tratamento de semente com fungicidas, a aplicação de
micronutrientes e a inoculação podem ser feitos de forma
seqüencial, com máquinas específicas de tratar sementes,
desde que essas disponham de tanques separados para os produtos, uma
vez que foi proibida a mistura de agrotóxicos em tanque (Instrução
Normativa 46/2002, de 24 de julho de 2002, que revoga a Portaria SDA
Nº 67 de 30 de maio de 1995). (Fig. 6.1),
tambor giratório (Fig. 6.2) ou
com betoneiras.
6.4.2. Tratamento utilizando máquinas
de tratar sementes
Dentre as diversas vantagens que essas máquinas apresentam, em
relação ao tratamento convencional (tambor), destacam-se:
a) menor
risco de intoxicação do operador, uma vez que os fungicidas
são utilizados via líquida;
b) melhores cobertura e aderência dos fungicidas, dos micronutrientes
e do inoculante às sementes;
c) rendimento em torno de 60 a 70 sacos por hora;
d) maior facilidade operacional, já que o equipamento pode ser
levado ao campo, pois possui engate para a tomada de força do
trator.
O produtor deve tomar cuidado ao adquirir os fungicidas e os micronutrientes,
optando por formulações líquidas ou pó que
possibilitem que o volume final da mistura, fungicidas + micronutrientes,
não ultrapasse 300 ml de calda por 50 kg de semente.
6.4.3. Tratamento utilizando tambor giratório
ou betoneira
Quando for utilizado o tambor giratório, com eixo excêntrico,
ou a betoneira, o tratamento poderá ser efetuado tanto via seca
(fungicidas e micronutrientes em pó) ou via úmida (fungicidas
e micronutrientes líquidos ou a combinação de uma
formulação líquida com outra formulação
pó, porém aplicados de forma seqüencial, evitando
a mistura em tanque).
No caso do tratamento via seca, adicionar 300 ml de água por
50 kg de semente e dar algumas voltas no tambor ou na betoneira para
umedecer uniformemente as sementes. Após essa operação,
aplicar os fungicidas isoladamente (Tabela
6.2) e, em seguida, os micronutrientes, nas dosagens recomendadas,
novamente o equipamento é rotacionado até que haja perfeita
distribuição dos produtos nas sementes.
No caso do tratamento via líquida, ou seja, utilizando fungicidas
e micronutrientes, ambos ou não, na forma líquida, em
primeiro lugar, tomar o cuidado em utilizar produtos que contenham pouco
líquido, ou seja, com no máximo 300 ml de solução
por 50 kg de sementes, pois o excesso de líquido pode causar
danos às sementes, soltando o tegumento e prejudicando a germinação.
Caso esse volume de líquido seja inferior a 300 ml de calda por
50 kg semente, acrescentar água para completar esse volume. Assim,
o produtor deve usar os micronutrientes e os fungicidas, separadamente,
em formulações que permitam rigoroso controle do volume
final a ser adicionado às sementes.
Não se aconselha o tratamento da semente diretamente na caixa
semeadora, devido à baixa eficiência (pouca aderência
e cobertura desuni-forme das sementes).
6.5. Seleção do local para produção
de sementes
Para a produção de sementes de alta qualidade, o ideal
é que a temperatura média, durante as fases de maturação
e colheita, seja igual ou inferior a 22oC.
Utilizar,
preferencialmente, áreas com fertilidade elevada, pois níveis
adequados de Ca e Mg exercem influência sobre o tecido de reserva
da semente, além de interferirem na disponibilidade de outros
nutrientes, no desenvolvimento de raízes e na nodulação.
A deficiência de K e P reduz o rendimento de grãos, influencia
negativamente na retenção de vagens, aumenta a incidência
de patógenos, que também contribui para redução
da qualidade da semente.
6.6. Avaliação da qualidade na
produção de sementes - DIACOM (Diagnóstico Completo
da Qualidade da Semente de Soja)
Utilizar os testes de tetrazólio e patologia de sementes como
método de avaliação da qualidade da semente, sempre
que ocorrer baixa germinação, detectada pelas análises
de rotina efetuada nos laboratórios credenciados. Informações
adicionais sobre tais testes podem ser obtidas nas publicações
da Embrapa Soja sobre o assunto (França-Neto et al., 1998 - Documentos
116; Henning, 1996 - Documentos 90; França-Neto & Henning,
1992 - Circular Técnica 10).
Devido
à possível ocorrência de chuvas freqüentes
durante as fases de maturação e colheita da semente de
soja, situação que pode ocorrer em diversas regiões
produtoras brasileiras, poderá ser comum o problema de baixa
germinação de sementes em laboratório, pelo método
do rolo-de-papel. Tais problemas são ocasionados pelos altos
índices de sementes infectadas por Phomopsis spp. e/ou por Fusarium
semitectum. A presença de tais fungos infectando as sementes
resulta em altos índices de plântulas infectadas e de sementes
mortas no teste de germinação. Tal fato pode comprometer
o sistema de avaliação de germinação adotado
pelos laboratórios, uma vez que, em tal situação,
lotes de boa qualidade podem apresentar baixa germinação,
porém a emergência a campo e a viabilidade determinada
pelo teste de tetrazólio podem ser elevadas. O uso dos testes
de tetrazólio, de análise sanitária e de emergência
em areia, conforme preconiza o DIACOM, evita a perda de lotes de boa
qualidade, que normalmente seriam descartados, caso apenas o teste de
germinação em substrato rolo-de-papel fosse utilizado.
6.7. Metodologia alternativa para o teste de
germinação de sementes de soja
Tal metodologia deverá ser aplicada para as cultivares BR-16,
Embrapa 48 e Embrapa 63 (Mirador) sensíveis ao dano de embebição,
quando lotes de sementes dessas cultivares apresentar um elevado índice
de plântulas anormais, maior que 6,0%, devido a anormalidades
na radícula, durante a avaliação da germinação
padrão, com substrato de rolo-de-papel. A adoção
de tal procedimento alternativo visa evitar o descarte de lotes de boa
qualidade.
Duas metodologias alternativas poderão ser utilizadas: a) realização
do teste de germinação em substrato de areia, sem a necessidade
do pré-condicionamento das sementes; b) realização
do pré-condicionamento da amostra de semente em ambiente úmido,
antes da semeadura em substrato rolo-de-papel. Para efeito de comercialização,
deverão ser considerados os lotes cujos incrementos em germinação
sejam de no mínimo 6,0%. O pré-condicionamento consiste
na colocação das sementes em “gerbox” com tela (do tipo
utilizado no teste de envelhecimento acelerado), contendo 40 ml de água,
pelo período de 16 horas a 25oC. Após o pré-condicionamento,
as sementes são semeadas normalmente em rolo-de-papel, conforme
prescrevem as Regras de Análise de Sementes.
6.8.
Remoção de torrões para prevenir a disseminação
do nematóide de cisto
A disseminação do nematóide de cisto pode ocorrer
através de torrões de solo infestados que possam contaminar
os lotes de sementes. Esse modo de transmissão foi considerado
como um dos mais importantes no início do processo de disseminação
do nematóide de cisto nos Estados Unidos. A contaminação
com os torrões ocorre durante a operação de colheita.
Uma vez ocorrida, torna-se trabalhosa a sua separação
das sementes.
A taxa
de disseminação, através dos estoques de sementes,
depende da quantidade de torrões no lote de semente, do número
de cistos do nematóide e do número de nematóides
(ovos e/ou juvenis) viáveis nos cistos.
A remoção
dos torrões que acompanham a semente é uma forma de reduzir
as chances de disseminação dessas pragas. Os torrões
diferem da semente de soja em tamanho, forma e peso específico.
A diferença em cada uma dessas características físicas
pode ser utilizada pela máquina de ventilador e peneiras, separador
em espiral e mesa de gravidade, nessa seqüência, objetivando
a obtenção em nível de separação
satisfatório.
Ressalva-se
também que a eliminação completa dos torrões
poderá não ser alcançada, remanescendo a possibilidade
de sua disseminação, quando sementes oriundas de lavouras
com suspeita de ocorrência do nematóide de cisto são
semeadas em áreas indenes.
6.9. Colheita
A colheita constitui uma importante etapa no processo produtivo da soja,
principalmente pelos riscos a que está sujeita a lavoura destinada
ao consumo ou à produção de sementes.
A colheita deve ser iniciada tão logo a soja atinja o estádio
R8 (ponto de colheita), a fim de evitar perdas na qualidade do produto.
6.9.1. Fatores que afetam a eficiência
da colheita
Para reduzir perdas, é necessário que se conheçam
as suas causas, sejam elas físicas ou fisiológicas. A
seguir, são abordadas algumas das causas "indiretas"
de perdas na colheita.
Mau preparo do solo - solo mal preparado pode causar prejuízos
na colheita devido a desníveis no terreno que provocam oscilações
na barra de corte da colhedora, fazendo com que ocorra corte em altura
desuniforme e muitas vagens sejam cortadas ao meio e outras deixem de
ser colhidas.
Inadequação da época de semeadura, do espaçamento
e da densidade - a semeadura, em época pouco indicada, pode
acarretar baixa estatura das plantas e baixa inserção
das primeiras vagens. O espaçamento e/ou a densidade de semeadura
inadequada podem reduzir o porte ou aumentar o acamamento, o que, conseqüentemente,
fará com que ocorram maior perda na colheita.
Cultivares não adaptadas - o uso de cultivares não
adaptadas a determinadas regiões pode prejudicar a operação
de colheita, decorrente de características como baixa inserção
de vagens e acamamento.
Ocorrência de plantas daninhas - a presença de plantas
daninhas faz com que a umidade permaneça alta por muito tempo,
prejudicando o bom funcionamento da colhedora e exigindo maior velocidade
no cilindro de trilha, resultando em maior dano mecânico às
sementes. Além disso, em lavouras infestadas, a velocidade de
deslocamento deve ser reduzida, causando menor eficiência operacional
pela menor capacidade efetiva de trabalho.
Retardamento da colheita - em lavouras destinadas à produção
de sementes, muitas vezes a espera de menores teores de umidade para
efetuar a colheita pode provocar a deterioração das sementes
pela ocorrência de chuvas inesperadas e conseqüente elevação
da incidência de patógenos. Quando a lavoura for destinada
à produção de grãos, o problema não
é menos grave, pois quanto mais seca estiver a lavoura, maior
poderá se a deiscência, havendo ainda casos de reduções
acentuadas na qualidade do produto.
Umidade inadequada - a soja, quando colhida com teor de umidade
entre 13% e 15%, tem minimizados os problemas de danos mecânicos
e perdas na colheita. Sementes colhidas com teor de umidade superior
a 15% estão sujeitas a maior incidência de danos mecânicos
latentes e, quando colhidas com teor abaixo de 12%, estão suscetíveis
ao dano mecânico imediato, ou seja, à quebra.
6.9.2. Principais causas das perdas
A subestimação da importância econômica
das perdas e a conseqüente falta de monitoramento (avaliação
com metodologia adequada) das perdas durante todos os dias da colheita
- sem dúvida, são as principais causas das perdas durante
a colheita, uma vez que a operação de colheita propriamente
dita, deveria ser realizada com base nesse monitoramento.
Má regulagem e operação da colhedora - na
maioria das vezes, é causada pelo pouco conhecimento do operador
sobre regulagens e operação adequada da colhedora. O trabalho
harmônico entre o molinete, a barra de corte, a velocidade da
operação, e as ajustagens do sistema de trilha e de limpeza
é fundamental para a colheita eficiente, bem como o conhecimento
de que a perda tolerável é de no máximo
uma saca de 60 kg/ha.
6.9.3. Tipos de perdas e onde elas ocorrem
Tendo em vista as várias causas de perdas ocorridas numa
lavoura de soja, os tipos ou as fontes de perdas podem ser definidos
da seguinte maneira:
a) perdas antes da colheita - causadas por deiscência ou
pelas vagens caídas ao solo antes da colheita;
b) perdas causadas pela plataforma de corte - que incluem as
perdas por debulha, as por altura de inserção e as por
acamamento das plantas que ocorrem na frente da plataforma de corte.
c) perdas por trilha, separação e limpeza - em
forma de grãos que tenham passado através da colhedora
durante a operação;
Embora
as origens das perdas sejam diversas e ocorram tanto antes quanto durante
a colheita, cerca de 80% a 85% delas ocorrem pela ação
dos mecanismos da plataforma de corte das colhedoras (molinete, barra
de corte e caracol), 12% são ocasionadas pelos mecanismos internos
(trilha, separação e limpeza) e 3% são causadas
por deiscência natural.
6.9.4. Como avaliar as perdas
Para avaliar as perdas durante a colheita, recomenda-se a utilização
do copo medidor de perdas. Este copo correlaciona volume com massa,
permitindo a determinação direta de perdas em sacas/ha
de soja, pela simples leitura dos níveis impressos no próprio
copo (Fig.
6. 3). (Detalhes da metodologia de avaliação e uso
do copo medidor encontram-se na publicação Mesquita et
al., 1998 - MANUAL DO PRODUTOR (EMBRAPA-CNPSo, Documentos, 112).
6.9.5. Como evitar as perdas
As perdas serão mínimas se forem tomados alguns cuidados
relativos à velocidade adequada de operação e pequenos
ajustes e regulagens desses mecanismos de corte e recolhimento, além
dos mecanismos de trilha, separação e limpeza. (Detalhes
da operação adequada e regulagens e ajustagens dos componentes
ativos da colhedora encontram-se na publicação Mesquita
et al., 1998 - MANUAL DO PRODUTOR (EMBRAPA-CNPSo, Documentos, 112).